Muitos estudantes acham simplesmente "perda de tempo" estudar sobre sintaxe, linguística, semântica, morfologia, pois não vêem a importância da língua portuguesa em suas vidas.
A resposta mais simples para a pergunta inicial, pode ser:
QUEM DOMINA A LÍNGUA, SE COMUNICA MELHOR.
E a comunicação é o meio de se alcançar todos os nossos objetivos, sejam eles quais forem.
A comunicação existe em qualquer trabalho ou atividade social. Falar e escrever bem é essencial para que as pessoas entendam perfeitamente o que deseja, pois é através de mensagens claras e objetivas que se transmite mensagens sem erros: uma compra, um elogio, uma paquera, uma entrevista de trabalho, na elaboração de uma música, etc.
As pessoas que se expressam bem se comunicam corretamente e evitam interpretações equivocadas de certos assuntos.
Também existe uma questão cultural. A capacidade do indivíduo de escrever e falar bem demonstra a origem do mesmo. O fato de existirem pessoas pobres, vindas da educação pública, não faz com que essas mesmas pessoas sejam desprovidas de uma maior capacidade de se comunicar bem e o mesmo se dá com as pessoas que possuem educação de instituições particulares. Porém, a comunicação demonstra as raízes da onde a pessoa veio e o quanto a mesma se dedicou para aprender a dominar a língua.
Por fim, dada algumas das devidas importâncias da boa comunicação, a nossa língua, quando bem utilizada, ajuda a construir uma sociedade mais sábia, crítica, livre e cidadã e sociedades melhores constroem um mundo muito melhor.
AURÉLIO BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA
(Crítico, ensaísta, tradutor, filólogo e lexicógrafo) 1910-1989
Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, crítico, ensaísta, tradutor, filólogo e lexicógrafo, nasceu em Passo de Camaragibe, AL, em 3 de maio de 1910, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de fevereiro de 1989.
Filho de Manuel Hermelindo Ferreira, comerciante, e de Maria Buarque Cavalcanti Ferreira. Passou parte da infância em Porto das Pedras, AL, e estudou as primeiras letras em Maceió. Fez os preparatórios no Liceu Alagoano. Aos 15 anos ingressou no magistério e passou a se interessar pela língua e literatura portuguesas. Diplomou-se em Direito pela Faculdade do Recife, em 1936. Em 1930 fez parte de um grupo de intelectuais que exerceria forte influência literária no Nordeste, entre outros, Valdemar Cavalcanti, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Raul Lima, Rachel de Queiroz. Em 1936 e 1937, foi professor de Português, Literatura e Francês no Colégio Estadual de Alagoas, e em 1937 e 1938, diretor da Biblioteca Municipal de Maceió.
As múltiplas atividades de professor, lexicógrafo e de verdadeiro colaborador nas obras de seus amigos escritores valeram-lhe, desde aquela época, o título de "Mestre". Em 1947, iniciou no Suplemento Literário do Diário de Notícias a seção "O Conto da Semana", que durará até 1960 e, a partir de 1954, terá a colaboração de Paulo Rónai. Essa colaboração entre os dois amigos vinha desde 1941, quando se conheceram na redação da Revista do Brasil, e se concretizou no trabalho conjunto dos cinco volumes da coleção Mar de histórias, antologia do conto mundial, o primeiro deles publicado em 1945.
A partir de 1950 Aurélio Buarque manteve, na revista Seleções do Reader’s Digest, a seção "Enriqueça o seu vocabulário", que em 1958 ele irá reunir e publicar no volume de igual título.
A preocupação pela língua portuguesa, a paixão pelas palavras levou-o à imensa tarefa de elaborar o seu próprio dicionário, e esse trabalho lexicográfico ocupou-o durante muitos anos. Finalmente, em 1975, saiu o Novo dicionário da língua portuguesa, conhecido por todos como o dicionário Aurélio. Desde a sua publicação, Mestre Aurélio atendeu a muitos convites, no Brasil inteiro, para falar do Dicionário e dos mistérios e sutilezas da língua portuguesa, que ele enriqueceu de tantos brasileirismos, fazendo do brasileiro comum um consulente de dicionário e um usuário consciente do seu idioma. Pronunciou numerosas conferências, sobre assuntos literários e lingüísticos, no México, Estados Unidos, Cuba, Guatemala e Venezuela.
Pertenceu à Associação Brasileira de Escritores, seção do Rio de Janeiro (1944-49). Era membro da Academia Brasileira de Filologia, do Pen Clube do Brasil, do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, da Academia Alagoana de Letras e da Hispanic Society of America.
Biografia na íntegra, acesse: http://www.netsaber.com.br/biografias/ver_biografia_c_4122.html

